É um dos youtubers mais influentes da atualidade em Portugal e deixou, esta semana, milhares de seguidores em alvoroço ao alegar que podemos assistir em breve ao fim da internet.

Falamos-lhe de Paulo Borges, mais conhecido como Wuant, e que admite que a constatação deste facto, que pode pôr em causa a sua carreira, surgiu quando recebeu uma carta do YouTube.

“Se o YouTube está preocupado com isto, eu também tenho de estar”, afirma, referindo-se ao Artigo 13, uma diretiva que foi aprovada em setembro pela Comissão Europeia e que visa fazer uma avaliação dos conteúdos antes de estes chegarem à internet, com o intuito de proteger os direitos de autor.

“Provavelmente, a Google deixará de existir como existe neste momento na União Europeia. Redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp, o que seja, vão levar restrições e provavelmente poderão ser bloqueadas. E muita gente está a dizer que este é o fim da Internet e eu concordo”, afirma Wuant.

O vídeo ‘O meu canal vai ser apagado’ foi partilhado na segunda-feira e o pânico instalou-se. Entre as reações ao vídeo podem ler-se comentários de pessoas a dizer que vão emigrar, que estamos prestes a voltar à ditatura e muitos questionam o que acontecerá às suas vidas sem a existência da internet. “Vamos voltar a jogar à macaca?”.

Mas o que é que este artigo implica? A sua aprovação não é consensual, de facto, e irá novamente a votos em janeiro do próximo ano. A diretiva refere-se aos direitos de autor no mercado único digital e estabelece que plataformas como o YouTube ou o Facebook passam a ter mecanismos automáticos para impedir a publicação de imagens ou vídeos protegidos por estes direitos.

Para Wuant, esta lei interfere com a vida de quem usa a internet como forma de ganhar dinheiro, como é o seu caso, mas também com a de milhões de simples consumidores que ficarão restringidos naquilo a que podem aceder. O artigo vai "impedir milhões de pessoas na Europa de carregar conteúdos em plataformas como o YouTube e os visitantes europeus perderiam acesso a milhares de milhões de vídeos em todo o mundo", refere.

A opinião é partilhada pelo criador da internet, Tim Berners-Lee, de quem fala no vídeo, que considera que a internet passará a ser uma forma de controlar os utilizadores.

Do outro lado, encontramos cantores e empresas discográficas que defendem a necessidade de haver um maior controlo em proteção dos direitos de autor.

"Estaremos prontos para assistir ao fim da internet?", questiona Wuant, incentivando os seus seguidores a assinarem uma petição e a investigarem mais sobre ao assunto.

A resposta não é certa, mas a liberdade na internet, como hoje a conhecemos, poderá estar comprometida.

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