A mais antiga e conhecida companhia que trabalhava nos BMW 2002, era a Alpina. A empresa começou em 1963 através de Burkard Bovensiepen, filho de um fabricante de máquinas de escrever. As conversões para alta performance dos 2002 eram feitas numa área da fábrica de máquinas de escrever. Em 1965, Bovensiepen decidiu trabalhar exclusivamente em carros BMW, e em 1969 a companhia conseguiu as suas próprias instalações em Buchloe na Bavária.

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Foi também em 1969 que a Alpina criou a sua própria equipa de corridas, que nos 5 anos seguintes provou ser muito bem sucedida. Embora tenham sido contra os trabalhos nos saloons de corrida da BMW no início da década de 70, a Alpina sempre manteve boas relações com a fábrica.

Uma das razões que favorecia o bom relacionamento com a BMW era a alta qualidade das suas conversões, e a BMW concordou não só em dar garantias em qualquer carro convertido pela Alpina, mas também, em distribuir os seus produtos através dos seus concessionários. Devido a isto a relação tornou-se ainda mais próxima entre a BMW e a Alpina, e até meados da década de 80, a Alpina era reconhecida como especialista Tuning em carros da BMW.

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Não existem arquivos sobre as conversões que a Alpina fazia nos 2002, e os seus carros não possuíam nenhum distintivo que lhes identificasse as suas origens, embora os carros transformados na Alemanha possuíssem documentação da Alpina capaz de comprovar a sua autenticidade. Isto gera alguns problemas nos dias de hoje. As conversões Alpina eram feitas também fora da Alemanha, e na Inglaterra estava presente através de franchising com o nome Crayford Engineering em 1970, até a BMW (inglesa) apoderar-se dela em 1973, passando a ser BMW Sports Parts Division. Confusamente, existia também uma ramificação da Alpina no Reino Unido, conhecida como Alpina Automotive Ltd.

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Quando o 2002 foi anunciado em 1968, a Alpina já possuía conversões nos BMW 1600, que aconteceram pouco tempo antes do aparecimento do 2002. Contudo os BMW 2002 convertidos pela Alpina ficaram disponíveis no início de 1970, em vários estados tuning com uma variedade de opções. A partir de 1975 foi possível comprar Listas Alpina Laterais para o 2002, mas estas por si só, não garantem a autenticidade de que o carro foi modificado pela Alpina!

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Características dos Motores Alpina

 

A Alpina oferecia seis básicos motores. Com a excepção do menos poderoso motor A1, todas as conversões tinham de ser acompanhadas de discos de travões frontais ventilados, por forma a estarem de acordo com as regulamentações TUV na Alemanha. A companhia produziu motores para o Grupo 1 (carros de produção) e Grupo 2 (carros de competição).

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Grupo 1 - motores de corrida

Os motores do grupo 1 tinham de permanecer com especificações standard, embora fosse permitido usar quaisquer peças homologadas para corrida (aprovadas pelas autoridades da competição automóvel). Na preparação dos motores, também era permitido tomar vantagem de tolerância de fabrico para melhorar a performance.

A especificação precisa do motor Alpina do Grupo 1 nunca foi conhecida. Contudo, com um sistema de escape standard, o 2002 tii Grupo 1 possuía 140CV, tendo tido sido incrementados mais 10CV ao 2002 tii standard de fábrica.
Grupo 2 - motores de corrida

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Como no caso anterior, também aqui as especificações dos motores não eram conhecidas. Contudo, o motor 1990cc possuía 205CV para as corridas tuning, e 195CV para os rallys tuning. Isto era conseguido com pistons alterados, carburadores duplos Weber 45 DCOE, uma cabeça de cilindros especial, com uma admissão da cabeça de culassa mais larga, válvulas de escape, manivela re-trabalhada da caixa de velocidades, colector de óleo de 5 litros com uma modificada bomba de óleo. A principal diferença entre os motores de corrida e de rally residia nos sistemas de escape e nos perfis das cabeças de culassa, sendo a dos motores de rally desenhadas para melhorar o intervalo médio do torque.

Mais tarde os carburadores Weber foram substituídos pelo sistema de injecção Kugelfischer, e a potência aumentou para 220CV. Isto era obtido pelas 8000 RPM. Que fez com que a lubricação a seco do colector fosse essencial.

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Em Fevereiro de 1969, um teste de estrada num 2002 de competição do Grupo 5 com 180CV as 7000 RPM, com uma taxa de compressão 11:1 e dois carburadores Weber 45 DCOE fez os 0 aos 100 km em 6 segundos.

 

 

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