O Ford Maverick foi o legítimo representante brasileiro da nobre ordem dos muscle cars americanos. Era confortável, espaçoso, luxuoso e potente. E, por incrível que possa parecer, o modelo que mais tarde viraria objeto de culto de todos aqueles que amam os carros dessa estirpe era considerado nos EUA como um modelo pequeno e barato. Lógico que, se levarmos em conta os banheirões que rodavam por lá naquela época, o Maverick realmente era pequeno.

O carro foi lançado no mercado americano em abril de 1969, numa tentativa da Ford de tentar conter (veja você) a invasão do Fusca. Era um tempo em que a tônica da indústria era o lançamento de carros baratos e o Maverick era a solução. Era de manutenção simples e muito mais econômico que o Mustang, seu irmão maior. Logo no primeiro ano de vida, ele vendeu mais de 579.000 unidades – 5.000 a mais do que o Mustang.

Enquanto isso, no Brasil, a Chevrolet arrasava o mercado com o imponente Opala e a Ford tinha uma imensa lacuna entre um modelo muito simples (o Corcel) e um muito caro (o Galaxie) que precisava urgentemente ser preenchida.

Foram feitos testes com o Taurus europeu, mas a fabricação do motor dele exigia uma tecnologia que ainda não fazia parte da realidade brasileira. Dessa forma, a montadora americana resolveu dar uma guinada e trazer para cá o seu pequeno notável.

Lançado oficialmente no dia 20 de junho de 1973 no Rio de Janeiro – em meio a uma das maiores campanhas de marketing já empreendidas no país – o Maverick vinha em três modelos: Standar e Super Luxo, ambos equipados com um motor V6 3.0 de 112 cv, e o magnífico GT top de linha, que trazia um V8 5.0 302 “herdado” do Mustang que gerava 192 cv e alcançava 180 km/h.

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