Uma portaria publicada hoje em Jornal Oficial reconhece a boina do Corvo, uma das preciosidades das malhas açorianas, como produto artesanal integrante da marca coletiva de origem ‘Artesanato dos Açores’.

A Vice-Presidência do Governo, através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato, é responsável pela criação da marca coletiva “Artesanato dos Açores” que se destina a certificar a origem dos produtos artesanais e a sua qualidade.

A boina do Corvo, cuja origem se perde no tempo, mas a produção resiste até aos nossos dias, é feita em tricot, com um conjunto de 5 agulhas, originalmente em lã local tingida de azul-escuro, com uma barra estreita (grega), trabalhada com o tradicional branco natural. Em alguns casos, na orla é aplicada uma pala feita também em malha e reforçada com tecido. No topo é colocado um pompom com uma dimensão única.

A boina, usada no início do século XX, fazia parte do traje de baleeiros. Terá sido por influência dos pescadores escoceses que os corvinos aprenderam a fazê-las. Este mesmo tipo de boina foi produzido na Escócia desde o século XVI, época de que se conservam alguns exemplares, e o seu modelo e método de confeção persiste inalterado desde então.

Certificar produtos artesanais como a boina de lã do Corvo é, não só uma forma de garantia da qualidade e autenticidade da produção, mas também um modo de diferenciar e singularizar um produto com características próprias no quadro de uma determinada cultura, e de informar e promover a confiança do próprio consumidor.

O Governo Regional dos Açores tem como objetivo valorizar e promover os produtos regionais, incentivar a certificação de produtos, as imagens de marca, a indicação geográfica protegida, a especialidade tradicional garantida, os rótulos e selos de garantia, como ação imprescindível à conquista e alargamento dos mercados de exportação, apoiando as empresas artesanais na introdução de sistemas de gestão da qualidade e na sua certificação.

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