O diretor regional dos Assuntos do Mar do Governo dos Açores afirmou hoje que a passagem recente do furacão "Lorenzo" pelo arquipélago causou a morte a 700 cagarros nas ilhas do Pico e do Faial.

Citado em nota de imprensa do executivo açoriano, Filipe Porteiro reconhece uma "mortalidade elevada" na população de cagarros, incluindo adultos e juvenis, motivo pelo qual a campanha SOS Cagarro, que hoje foi apresentada, terá um modelo "diferente das anteriores".

No âmbito da campanha, os cagarros juvenis encontrados sem vida e em bom estado serão preservados para serem utilizados em vários estudos, com destaque para estudos sobre o impacto do lixo marinho nestas aves.

Em 2018, durante a campanha foram salvas 5.076 aves juvenis em todo o arquipélago.

A campanha SOS Cagarro, que decorre até 15 de novembro, é coordenada e dinamizada pelo Governo dos Açores, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, e operacionalizada pela Direção Regional do Ambiente, através dos Parques Naturais de Ilha, contando com o apoio de diversas entidades.

O cagarro é a ave marinha mais icónica dos Açores, com um estatuto de conservação reconhecido internacionalmente.

A passagem do furacão “Lorenzo” pelos Açores, na madrugada e manhã do dia 02 de outubro, provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.

O porto das Lajes das Flores ficou “totalmente destruído”, colocando constrangimentos ao abastecimento de combustível por via marítima à ilha, o que levou o Governo Regional a declarar “situação de crise energética”.

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