De acordo com uma notícia publicada no Jornal Económico a falha no alerta do cockpit do 737 Max foi detetata em maio de 2017 e, de acordo com a empresa, os engenheiros da Boeing analisaram a questão e “determinaram que a ausência do alerta não causava impacto adverso na segurança ou na operação do avião”.

A Boeing não informou o regulador da aviação norte-americana (FAA – Federal Aviation Administration) nem as companhias aéreas de que o alerta do cockpit do Boeing 737 Max não funcionava corretamente, segundo uma nova declaração da fabricante norte-americana divulgadas no domingo, 5 de maio.

Só quando um avião Boeing 737 Max 8 caiu ao largo da costa da Indonésia, em outubro de 2018, após leituras erradas feitas por um software acionado por um único sensor que acabou por empurrar o nariz do avião para o solo e fez com que os pilotos perdessem o controlo do avião, é que a Boeing entrou em contacto com as operadoras aéreas e a FAA. Neste acidente, morreram todos os 189 ocupantes.

De acordo com a “Bloomberg“, que cita o comunicado da fabricante norte-americana, a Boeing já sabia do erro antes do acidente na Indonésia. Em março deste ano, um novo acidente com um Boeing 737 Max causou a morte a 157 pessoas. Este último documento da Boeing suscitou novas questões sobre o desenvolvimento e testes realizados ao 737 Max e sobre a falta de transparência da empresa.

A falha no alerta do cockpit do 737 Max foi detetado em maio de 2017 e, de acordo com a empresa, os engenheiros da Boeing analisaram a questão e “determinaram que a ausência do alerta não causava impacto adverso na segurança ou na operação do avião”. A empresa decidiu que a configuração era aceitável até que os dois alertas pudessem ser desvinculados durante a próxima atualização de software.

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