Oito das dez empresas que participam no Demo Day da Techstars, em parceria com a Semapa Next, equacionam manter uma ligação a Portugal, através de financiamento, acesso a talento ou usar o país como base de expansão na Europa.

O dia em que dez startups vão ter que mostrar a investidores por que motivo o seu negócio vale a pena está a chegar. O Demo Day da Techstarts, apoiado pela Semapa Next (braço de capital de risco da Semapa), é já esta quarta-feira, dia 29 de maio, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Este é o último dia do programa de aceleração de startups norte-americano, desenvolvido pela rede global de empreendedores Techstars, no qual startups de vários pontos do mundo fazem um pitch perante investidores e restante mercado.

O evento deste ano está centrado em empresas nos sectores da indústria, transportes, logística, sustentabilidade e viagens e lazer. Estados Unidos, Austrália, Alemanha, França, Eslovénia, Singapura e Portugal são os países de origem destas startups.

“Neste momento, oito das dez empresas estão a equacionar manter uma ligação a Portugal por diferentes razões: financiamento, acesso a talento e/ou base para expandir na Europa”, garante ao Expresso Hugo Augusto, diretor geral da Techstars Lisbon.

A EVA, por exemplo, mudou-se para a cidade do Airbus (Toulouse) para construir aviões de descolagem e aterragem vertical. Segundo Hugo Augusto, já alugou um 'mini-hangar' no Seixal para concluir o primeiro protótipo, a Valkyr.

Com uma plataforma de localização e navegação baseada em realidade aumentada, a australiana Tagspace já está "a ter uma tração fenomenal em Portugal", sublinha o responsável da Techstars Lisbon, acrescentando que vários festivais estão interessados em utilizar a tecnologia já este verão.

De São Francisco veio a Verbz, que está a criar um software para executivos recorrerem à voz para delegar taregas e colaborarem com equipas. "O lançamento oficial do produto ‘e em junho mas já contam com uma longa waitlist de interessados", aponta Hugo Augusto. "Estão a estudar criar um escritório satélite em Lisboa."

A única participante portuguesa – com fundadores holandeses que decidiram vir viver para Portugal há dois anos – é a 20tree.ai. A empresa que cria conhecimento inteligente das florentas com base em imagens de satélite e machine learning já trabalha com empresas como Stora Enso ou Rainforest Alliance.

FONTE: EXPRESSOECONÓMICO/MARIA JOÃO BOURBON

 

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