
Pelo segundo ano consecutivo, o evento Web Summit que é considerado o maior evento de empreendedorismo da Europa, será realizado em Lisboa e desta vez há bilhetes a metade do preço para 150 startups selecionadas.
Cristina Bernardo
Em 2016 a cimeira tecnológica contou com a participação de mais de 200 startups nacionais. 67 dessas empresas com um grande potencial de crescimento tiveram entrada gratuita num dia do evento por terem sido finalistas do concurso Road 2 Web Summit. Este ano, o número é maior. São 150 as startups que vão beneficiar do programa de apoio, tendo bilhetes a metade do preço e campos de treino (‘bootcamps’) de preparação para a cimeira tecnológica e de inovação, que pela segunda vez decorre em Lisboa.
Os descontos serão aplicados aos bilhetes Alpha (para empresas que estão em fase de arranque) da Web Summit. O evento realiza-se de 6 a 9 de novembro, segundo o anúncio feito esta terça-feira pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos.
João Vasconcelos referiu também, que as 150 empresas, além de descontos, vão beneficiar de “acesso gratuito a sessões de preparação, onde podem aprender como aproveitar ao máximo a sua presença num evento que traz a Portugal alguns dos melhores investidores, jornalistas, empresários e CEO [presidentes executivos] do mundo”.
Pela Web Summit, o responsável pelas ‘startups’, Paddy Griffith, manifestou contentamento por uma nova colaboração com a Startup Portugal, iniciativa nacional de apoio aos empreendedores.
“A Web Summit é o mais importante evento para ‘startups’ do mundo, com mesas redondas e programas como o Mentor e as Office Hours, que ajudam a pôr as ‘startups’ em contacto com mais de 1.500 investidores dos maiores fundos do mundo”, referiu Paddy Griffith, acrescentando ter grande expectativa para “ver quem se candidata este ano”.
As candidaturas estão abertas através do endereço: websummit.com/road-web-summit até final de agosto, estando previsto o anúncio dos vencedores até 15 de setembro.
Estima-se que a edição de 2016 da Web Summit tenha injetado 200 milhões de euros na economia nacional, sendo um quarto desse valor absorvido pela indústria hoteleira e 50 milhões pelos diversos fornecedores diretamente ligados ao evento.



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